#16 Entrevista com Douglas Cole Libby

#16 Entrevista com Douglas Cole Libby

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Apresentação e edição de: Maura de Britto, Vanessa Cerqueira.  

“Quando eu comecei a pesquisar a documentação de Morro Velho [...], para 1850, eram mais de 1500 escravos. Quer dizer, você tem um ou outro proprietário no Vale do Paraíba Fluminense, que tinha mais de três ou quatro fazendas de café, que teria um número igual de escravos, mas a diferença é em uma única unidade produtiva. [...] a mão de obra escrava era perfeitamente compatível com unidades produtivas quase industriais em função de uma complexa divisão de trabalho, social e técnica. A mão de obra escrava se mostrou extremamente capacitada e a produtividade aumenta. O capitalismo, e a manutenção da escravidão em Minas Gerais do século XIX, é um grande exemplo disso.”

O podcast "Per vias et locos: talvez aconteceu bem assim" recebe, nesse episódio, Douglas Cole Libby. Professor titular aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais, possui graduação em História pela University of Maine, mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais, doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado na Stanford University. Dentre suas principais pesquisas, conversamos sobre o livro "Transformação e trabalho em uma economia escravista: Minas Gerais no século XIX", além de outras temáticas que atravessaram seus estudos nos últimos anos, como a demografia histórica e a história da família. A obra escolhida, dentre muitos méritos, se destaca por romper a perspectiva que limitava a escravidão à produção de açúcar e café nas grandes propriedades, procurando analisar as relações de trabalho, tanto de escravizados como de trabalhadores livres, nas atividades artesanais e manufatureiras, relacionadas especialmente à mineração e à produção têxtil.
Não deixe de conferir!

 

Disponível em:#16 Entrevista com Douglas Cole Libby